Em recurso, Trump usa ataque a tiros em jantar como argumento para construção de salão de festas
Atirador é acusado formalmente de tentar assassinar Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (28) o texto de um recurso...
Atirador é acusado formalmente de tentar assassinar Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (28) o texto de um recurso de seu governo contra a paralisação das obras do salão de festas que ele tenta construir na Casa Branca. Na nova moção, a defesa de Trump usa como principal argumento a tentativa de ataque no jantar do presidente com correspondentes em um hotel de Washington. A moção foi protocolada pela Procuradoria-geral dos EUA no Tribunal Distrital de Colúmbia, que havia bloqueado os planos do governo Trump para construir o novo salão até que o Congresso norte-americano desse o aval à obra. O projeto foi orçado em mais de R$ 2 bilhões. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na nova ação, a Procuradoria-geral afirma que a estrutura é indispensável para a segurança do presidente, de sua família e de líderes de Estado que visitem os EUA. "Em vista dos eventos extraordinários da noite passada", diz a Procuradoria-geral, "é demonstradamente inseguro (eventos do tipo fora da Casa Branca) porque o tamanho do presidente apresenta desafios extraordinários de segurança para o Serviço Secreto". O salão de baile da Casa Branca, argumenta ainda o governo Trump, "garantirá a segurança do presidente por décadas e impedirá futuras tentativas de assassinato contra o presidente no Washington Hilton". Donald Trump mostra imagens do projeto do salão de baile da Casa Branca, a bordo do Força Aérea Um, em 29 de março de 2026 Elizabeth Frantz/Reuters O governo Trump acusa na moção a organização Fundo Nacional para a Preservação Histórica, que moveu a ação inicial contra a construção, de motivações ideológicas A organização argumenta que a obra destrói um patrimônio que deveria estar protegido. O Departamento de Justiça dos EUA já havia usado o tiroteio ocorrido no jantar de correspondentes da Casa Branca no sábado (25) para pressionar a ala do Partido Republicano contrária à construção. "É hora de construir o salão de baile", afirmou o procurador-geral interino Todd Blanche no domingo (26), em uma carta com um 'ultimato' para a organização desistisse do processo. O grupo de preservação entrou com uma ação judicial em dezembro, uma semana depois de a Casa Branca ter concluído a demolição da Ala Leste para dar lugar a um salão de baile que, segundo Trump, comportaria 999 pessoas. Trump afirma que o projeto é financiado por doações privadas, embora dinheiro público esteja custeando a construção do bunker e as melhorias de segurança. Vídeos em alta no g1