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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo

Navio petroleiro REUTERS/Tatiana Meel Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que deixarão a Opep (Organização dos Países Exportadores...

Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo
Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo (Foto: Reprodução)

Navio petroleiro REUTERS/Tatiana Meel Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que deixarão a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+ a partir de 1º de maio, movimento que representa um forte golpe para o grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder. O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e afirmou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região. 🔎O que são a Opep e a Opep+? A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional. A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Vídeos em alta no g1 Decisão dos Emirados acende alerta sobre preços do petróleo Como fica a Opep com a saída dos Emirados Árabes do grupo Emirados têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção. Questionado sobre se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação. "Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia. Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã. Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios. Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, devido à situação no estreito. País é aliado dos EUA A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito. A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo. Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”. Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira. “Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash. “Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.

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